25 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 20

Uma imagem vale mais que 1.000 palavras...

Quinta vitória para Mark Cavendish conseguida no dia da consagração de Contador.

Este Tour mostrou que existem ciclistas de outras galáxias. Se na montanha Schlek e Contador mostraram não ter rival, já no contra relógio quem nos mostrou isso foi o suíço Cancelara e para terminar o Tour o britânico, Cavendish, mostrou que é o melhor sprinter da actualidade vencendo pela quinta vez, e última, nesta edição do Tour.
O velocista britânico da Team Columbia-HTC facilmente conseguiu a segunda vitória consecutiva nos Campos Elísios e Contador venceu o segundo título consecutivo nesta prova.

Mark Cavendish, venceu sem problema esta etapa, explodindo do nada para erguer o braço com a mão aberta, cinco vitórias ao sprint na 97ª edição do Tour. Em segundo lugar ficou o italiano, Alessandro Petacchi (Lampre-Farnese Vini) e em terceiro Julian Dean da Garmin-Transitions. Cavendish tornou-se o primeiro ciclista a vencer nos Campos Elísios, em anos consecutivos.

Alberto Contador (Astana), levou este triunfo com muito esforço pois teve um Andy Schlek num elevado estado de forma. Se o ano passado o espanhol dizia que tinha vencido dois Tour’s, um no hotel outro na estrada, este ano venceu um só e bem complicado, na estrada com apenas 38 segundos do luxemburguês. Na terceira posição ficou, Denis Menchov (Rabobank) a 2m01s de Contador.

Para a história fica o início da etapa foi adiado alguns minutos devido a um problema com a camisola da equipa Radio Shack. A equipa usou uma camisola diferente, uma camisola negra, especial para homenagear a fundação Livestrong. Esta camisola tinha o nome do ciclista e o número 28 nas costas, numero que faz referência aos 28 milhões de casos de cancro no mundo inteiro. A UCI e o júri prova não autorizaram o seu uso ameaçando a equipa com a desqualificação. Em última instância, os ciclistas foram autorizados a usar a camisola na zona neutra, mas antes do quilómetro zero tiveram de mudar para as “originais”.

Os portugueses terminaram este tour em posições distintas. Sérgio Paulinho (RadioShak), foi o 45 na geral, a 1h25m43s de Alberto Contador (Astana). Paulinho subiu ao pódio por duas vezes neste tour, 1º na 10ª etapa quando venceu a mesma e hoje com a sua equipa para receber o prémio da equipa vencedora. Rui Costa (Caisse D’epargne), conclui no 73 lugar da geral, a 2h12m28s. Este foi o 2º Tour para este jovem, o 1º que terminou pois o ano passado foi obrigado a desistir após uma queda com consequências graves.

Deixem a vossa mensagem na página de fãs no facebook que o Rui bem merece por tudo o que fez nestá grande prova.

Para mim este Tour fica marcado para sempre por vários motivos, começando pelos positivos que foram dois, a vitória do Sérgio na 10ª etapa e hoje ter visto o meu Amigo Rui Costa a terminar é a maior felicidade que guardo desta edição. É indescritível o que se senti, Parabéns Amigo.
Pela negativa marcou-me também por duas situações, a desistência de Manuel Cardoso que se estreava numa grande volta este ano e que bem merecia por tudo que tem feito, as melhoras Manuel em breve estarás de novo nas luzes da ribalta. E aquela que será eternamente guardada, a despedida de um Ídolo de sempre, um lutador que mostrou isso mesmo várias vezes na vida, a despedida de Lance Armstrong.

24 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 19

 No dia de folga um dos acompanhantes do treino da Caisse 'epargne, Manuel Vitorino

Dois contra relógios, duas vitórias para Fabian Cancellara.

A penúltima etapa do Tour 2010 mostrou mais uma vez um duelo entre Alberto Contador (Astana) e Andy Schlek (Saxo Bank), para saber quem seria o vencedor desta edição. No final da tirada de 52 quilómetros percorridos entre Bordeaux e Pauillac, Alberto Contador conseguia aumentar a sua diferença para Schlek em 39 segundos, ganhando assim 31 segundos no contra-relógio de hoje. Schlek ainda chegou a ameaçar Contador num ponto de contagem onde conseguiu estar a apenas 2 segundos do espanhol.

Se Contador e Schlek mostraram que são de outra galáxia na montanha, o mesmo disse hoje o Suíço, Fabian Cancellara (Saxo Bank), no que diz respeito ao contra relógio. Cancellara terminou os 52 quilómetros da sua prova em 1h00m56s, correndo a uma média “louca” acima dos 50 kms/h. Cancellara bateu o tempo de Tony Martin (Columbia-HTC) por 17 segundos e do ex-campeão mundial Bert Grabsch, também HTC-Columbia, em1m48s.

Na luta para o terceiro lugar, Denis Menchov (Rabobank), utilizou as suas aptidões para a disciplina para no final bater o tempo de Samuel Sanchez (Euskaltel).

Outros grandes nomes deste pelotão acabaram à quem das expectativas, Lance Armstrong (RadioShack), que durante tantos anos dominou esta prova e os contra relógios onde participava, terminou a 7m05s de Cancellara. Esta certamente não era a despedida que este Senhor esperava para o final da sua brilhante carreira. Mesmo assim despede-se um Ídolo de muitos milhares de amantes do ciclismo.

Os portugueses entraram numa fase em que o vento já fazia parte da corrida, estava a soprar forte de frente para os ciclistas. Sérgio Paulinho (RadioShack), conclui a sua prova com mais 7m49s que Cancellara, tendo terminado em 90º. Rui Costa (Caisse D’epargne), correu com sintomas gripais como nos informou ontem, tendo terminado a sua prova em 122º lugar, a 9m02s do suíço.
Na geral Paulinho ocupa o 46º lugar, a 1h25m43s de Alberto Contador enquanto Rui Costa se encontra no 73º, a 2h12m28s.

Rui Costa já falou na sua página de fãs no facebook onde nos disse:
"Hoje foi praticamente o final do Tour, pois amanhã é a etapa de consagração ao líder. Não conseguimos colocar um dos nossos homens no top10 como era nosso objectivo, mas temos dois no top15 o que é ainda melhor :)

Não ia nada bem. Pesava-me a cabeça, doia-me todo o corpo (ainda sintomas da gripe, só espero que não pegue) e para piorar apanhei sempre vento forte de frente. Por mais que me esforçasse, não conseguiria fazer hoje um bom resultado. O importante foi que terminei e amanhã realizarei o meu objectivo de acabar o Tour (espero).

Bom descanso a todos. E para quem vem, amanhã vemo-nos em Paris. :)"


Amanhã corre-se a 20ª e ultima etapa desta edição do Tour, a 97ª, numa etapa de 102.5 quilómetros de extensão que ligará Longjumeau a Paris-Campos Elísios.
Mesmo sendo uma etapa de consagração prevê-se uma luta para a conquista da camisola verde, líder da classificação por pontos, entre o norueguês da Cervelo Test Team, Thor Hushovd, e o actual detentor, o italiano da Lampre, Alessandro Petachi.

23 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 18

Rui Costa rumo a Paris.
(Credito da foto: Caisse D'epargne)

E vão quatro para Mark Cavendish.

Mark Cavendish (Columbia HTC), venceu hoje a décima sétima etapa do Tour ao sprint, a sua quarta vitória em etapas nesta edição e a décima quarta na sua carreira no que diz respeito ao Tour, dando a perceber que foi fácil esta chegada. No sprint venceu a Julian Dean (Garmin-Transitions) e Alessandro Petacchi (Lampre-Farnese Vini). O italiano recuperou assim a camisola verde, se a mantiver amanhã será a primeira vez na sua longa carreira que a consegue vencer nesta importante volta.

Na classificação tudo se manteve na mesma, com Alberto Contador (Astana) a continuar líder a 8 segundos de Andy Schlek (Saxo Bank) e em terceiro encontra-se o espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi).
Na batalha pela camisola que hoje estaria em ameaça, a verde, a apenas 4 pontos de diferença, Alessandro Petacchi (Lampre-Farnese Vini) terminou a etapa em terceiro tendo assim levado a melhor perante os seus rivais directos.

Hoje tal como se previa foi uma etapa calma, mesmo assim quatro homens saíram do pelotão pelo quilómetro dez mas sem sucesso pois as equipas dos sprinters acabaram por lançar o ataque que iria deixar por terra as aspirações dos fugitivos. O ultimo ciclista desta fuga foi apanhado a cerca de três quilómetros do final da etapa.

Hoje Rui Costa (Caisse D’epargne) chegou primeiro que Sérgio Paulinho (RadioShak): Costa foi o 89º, enquanto Paulinho foi o 93º, ambos chegaram integrados no pelotão principal tendo assim obtido o mesmo tempo de Cavendish.
Na geral mantém nas mesmas posições, Paulinho em o 46º a 1h23m37s, e Rui Costa em 72º a 2h09m09s.

Rui Costa já falou da sua prestação na etapa de hoje na página de fãs no facebook onde deixou um apelo a todos, a chegada aos 4.000 membros. O Rui está com alguns sintomas de gripe o que me deixa preocupado mas ao mesmo tempo acredito nos médicos da equipa que o irão ter amanhã impecável para poder lutar no contra relógio, onde pela segunda vez irá vestir o fato de campeão nacional da especialidade.

"Como se previa hoje a chegada discutiu-se ao sprint, e houve mudança de camisola verde.
Na geral individual tudo se manteve igual.
Sentia-me cansado desde ontem mas na etapa estava dorido do corpo e com os olhos pesados... os sintomas agravaram-se um bocadinho e agora já tenho um bocado de febre. O doutor disse ...que são sintomas de gripe. Agora já falta tão pouco para o final, só espero que isto não me impeça de chegar a Paris.

Amanhã parto às 12h20 (hora portuguesa)... vou dar o meu melhor.

Uma noite agradável para todos. Vamos lá chegar aos 4000 membros."


Força Amigo estamos todos contigo e queremos-te ver domingo nos Campos Elísios, Tu mereces e conseguirás dar esta alegria a todos os teus fãs.


Amanhã cumpre-se a penúltima etapa da edição deste ano do Tour. Os ciclistas irão cumprir um contra relógio individual entre Bordéus e Pauillac. Sendo Alberto Contador um especialista na modalidade tudo indica que o espanhol saia vencedor desta 97ª edição do Tour.
Será que seja como previsto? Fica a pergunta no ar até amanhã no cortar da linha de meta por parte de Contador que irá ser o ultimo a sair para a estrada.

22 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 17

Meu Amigo, Rui Costa, a cortar a meta em mais uma etapa do Tour.
(Crédito da foto: Caisse D'epargne)

Andy Schlek vence etapa rainha

A dupla, Contador/Schlek, mostrou hoje mais uma vez que ambos são a cabeça e os ombros do pelotão do Tour com mais uma exibição de luxo dada nas encostas do Col du Tourmalet. Andy Schlek teve honras de Alberto Contador , que permanece de amarelo.
Lado a lado, parecendo outros grandes rivais dos velhos tempos do Tour, o espanhol e o luxemburguês lutaram ao longo dos 174 quilómetros da etapa de hoje tendo feito as duas principais subidas, o Col de Marie-Blanque e col du Soulor, sempre por perto um do outro num dia nebuloso nos Pirenéus mostrando que em montanha estão os dois com andamento idêntico.

Quando faltavam apenas dez quilómetros para o final o homem da Saxo Bank, Andy Schlek, deu um safanão na frente do pelotão, safanão esse que só o seu maior rival, Alberto Contador (Astana), conseguiu responder. A partir deste momento a corrida passou a centrar-se unicamente em quem venceria a etapa rainha do Tour deste ano.
Mas só um poderia sair vencedor desta 17ª desta que é considerada a maior prova de ciclismo do mundo. No final do Col du Tourmalet Andy Schlek pode festejar a sua segunda vitória na presente edição do Tour. Alberto Contador não fez frente ao seu rival tendo-o deixado à vontade para vencer.
Terá Contador dado a vitória a Schlek como forma de pedido de desculpas por o que fez na etapa anterior? Só ele o saberá, certamente. O certo é que Schlek soma a sua segunda vitória em etapas nesta edição, e Contador mantém a camisola de líder da geral a escassos 8 segundos do luxemburguês da Saxo Bank.

A etapa de hoje fica marcada pela queda de Samuel Sanchez (Euskaltel – Euskadi), que ainda esteve deitado algum tempo no chão mas acabou por recuperar e seguir viagem. Quando o pelotão se apercebeu que Sanchez recuperara abrandou o ritmo para que o espanhol reintegra-se o grupo principal. Mesmo com esta queda Sanchez ainda conseguiu cortar a linha de meta em quinto lugar, com 1m32s para o vencedor da etapa.

Sérgio Paulinho (RadioShack) foi o 1º representante do nosso país a chegar. Paulinho cortou a linha de meta em 42º com 8m59s para Schlek. Rui Costa (Caisse D’Epargne), que vê cada vez mais perto o seu objectivo, chegar a Paris, chegou em 61º, a 12m05s do luxemburguês. Na geral, Sérgio Paulinho ocupa o 46 lugar, a 1h23m37s, enquanto que Rui Costa subiu mais um lugar, estando agora em 72º a 2h9m9s e em 11º da juventude.

O Rui já falou sobre a etapa de hoje, como tem feito na página de fãs no facebook.

Amanhã cumpre-se a 18ª etapa, a antepenúltima desta edição, já fora dos Pirenéus que se despediram hoje dos ciclistas. Esta etapa terá 198 quilómetros que fazem a ligação entre Salies-de-Béarn e Bordéus. Não se prevêem grandes dificuldades, uma vez que a etapa será em grande parte plana e ao que tudo indica terá uma chegada ao jeito dos sprinters que tudo farão para vencer uma vez que esta poderá ser a última oportunidade.

21 de julho de 2010

Crono´s for men

A peça concluida


Na vida todos nós temos sonhos ou projectos que vamos apanhando com o passar do tempo. Uns conseguimos concretizar, outros tentamos para que a nossa consciência não nos pese.
Trago-vos um projecto de uma jovem designer, os Crono´s for men.Crono´s for men, o que é isso? Perguntam vocês.
Quando vi pela primeira vez este projecto também fiquei a pensar o que seria na verdade, mas passado algum tempo conheci a jovem designer que os criou e me explicou então o que era o seu projecto.
Os Crono´s for men, tratam-se de uns botões de punho totalmente criados artesanalmente com uma fonte de inspiração, o ciclismo.
Quem melhor que a sua criadora, a Joana, para nos dizer algo sobre este projecto? Claro, só ela sabe o que a levou a fazer estes bonitos botões.

"Como jovem Designer que sou, e como fã de Ciclismo, à cerca de 8 meses um Amigo sugeriu-me que criasse uma Jóia inspirada nesta modalidade.
Pois bem...a inspiração foi fácil, e os esboços começaram logo a surgir.
Agora que a peça está completamente concluída, procuro empresas que aceitem o meu projecto, para ...a sua reprodução em série, e posteriormente a sua comercialização.

Caso conhecam empresas que estejam interessadas, ou até mesmo façam parte da equipa de alguma, peço-vos que me sugiram.

Trata-se de um conjunto de Botões de punho, denominados por Crono´s for men.

Mais informações, contactem-me através do Facebook
Obrigada!"


Esta peça está divinal e muito sinceramente vos digo, a empresa que saiba levar este projecto adiante terá bastante sucesso pois a peça está a ser cativada por muita gente.
A esta jovem designer que tenho o privilégio de conhecer deixo votos de muito sucesso, tanto neste projecto como em outros no futuro.

Tour de França- 2º e ultimo dia de descanso

Uma grande equipa dá sempre oportunidade aos amantes do ciclismo de treinar junto das suas estrelas.
(Crédito da foto: Caisse 'epargne)

Cumpriu-se hoje o segundo e ultimo dia de descanso no Tour. este dia de descanso antecede uma etapa dificil que inclui a subida ao famoso Tormalet onde se prevê uma "guerra" entre as equipas dos lideres, Astana e Saxo Bank.

As equipas mais uma vez não pararam optando por rolar um pouco e algumas delas aproveitaram para treinar em conjunto com alguns amantes da modalidade, como foi o caso da Caisse D'epargne.

O meu Amigo Rui Costa falou aos fãs deste seu diz na página oficial de fãs no facebook, onde nos disse:
"Hoje não há muito para contar, fomos treinar, com a companhia de um grupo grande de amantes do ciclismo e correu tudo muito bem.
Estava mesmo a precisar de um dia calminho como este.

Amanhã é outro dia difícil, principalmente, pelo perigo que a chuva faz prever.
Pode chegar uma fuga, mas a Astana e a Saxo bank irão controlar a corrida até ao Tormalet e a partir daí será interessante assistir à luta entre Contador e Shleck.

Boas noites, fiquem bem."


Aguardamos com expectativa mais uma etapa deste Tour que parece manter a decisão do vencedor quase até final.

20 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 16

 Apoio, sempre presente.

Pirenéus inspiram ciclistas franceses.

As três etapas em que os Pirenéus estiveram presentes foram todas vencidas por ciclistas franceses. Hoje foi o dia do ciclista da BBOX Bouygues Telecom, Pierrick Fedrigo. O ciclista francês bateu nomes ilustres do ciclismo internacional, como Lance Armstrong, Christophe Moreau e Chris Horner, num sprint ao longo da recta da meta após uma dura etapa com 199.5 quilómetros.
Enquanto a maioria dos olhares se prendiam na dupla Alberto Contador, Andy Schleck, em cada subida da etapa, os corações dos franceses vibravam pois dois filhos do país seguiam na frente da corrida onde andaram grande parte da etapa em fuga, tendo mesmo cortado a meta em primeiro e segundo classificados.
Em terceiro ficou um ciclista que já correu no nosso país, no Benfica e na Liberty Seguros, Ruben Plaza. Este ano a sua equipa, Caisse D’epargne, tem feito um bom tour mas a sorte da vitória tem escapado.
Após cerca de cinco quilómetros de etapa feitos, surgiu na frente uma fuga composta por onze ciclistas, onde seguiam homens de peso no pelotão como, Lance Armstrong (Radio Shack), Nicolas Roche (AG2R-La Mondiale),Sylvester Szmyd (Liquigas-Doimo) , Egoi Martinez (Euskaltel-Euskadi), Rui Costa (Caisse d'Epargne) e Carlos Barredo (Quick Step)
Esta fuga rapidamente ganhou vinte segundos ao pelotão. Com algusn quilómetros percorridos era hora de se juntarem mais alguns homens à fuga, Christopher Horner (RadioShack), Bradley Wiggins (Team Sky), Roman Kreuziger (Liquigas-Doimo), Matthew Lloyd (Omega Pharma-Lotto), Kanstantsin Siutsou (Columbia-HTC), Steve Morabito Racing (BMC), Amael Moinard (Cofidis), Gorka Verdugo (Euskaltel-Euskadi), Eros Capecchi (Footon-Servetto) e Ryder Hesjedal (Garmin-Transitions). A dureza da etapa era bastante e nem todos os homens se conseguiram manter no grupo da frente. Apenas nove homens seguiram, Lance Armstrong e Christopher Horner (RadioShack), Rubén Plaza e Christophe Moreau (Caisse D’Epargne), Carlos Barredo e Jurgen van de Walle (Quick Step), Pierrick Fedrigo, Sandy Casar (FDJ) e Damiano Cunego (Lampre-Farnese Vini), tendo no final discutido a etapa entre si.
Por momentos ainda se pode pensar que esta etapa seria para um espanhol, Carlos Barredo (Quick Step), que a 44 quilómetros do fim tentou a sua sorte na escalada final, mas sem sucesso, foi alcançado a mil metros da meta. Se os espanhóis não puderam festejar a vitória de Barredo hoje, podem-se gabar da amarela, que para muitas está manchada, ser pertença de um espanhol, Alberto Contado (Astana). Esta camisola que era pertença de Andy Schlek (Saxo Bank) que dificilmente a irá voltar a vestir, a não ser que recupere bem amanhã no dia de descanso e entre em força novamente na quinta-feira.

Hoje foi a melhor classificação do meu Amigo Rui Costa no tour, 26º classificado tendo estado integrado no grupo da frente. Com este resultado o Rui não só sobe na geral, de 87º para 73º como sobe também na classificação da juventude, de 15º para 11º, classificação esta liderada por Andy Schlek.
O Rui já falou sobre a etapa de hoje no local do costume, a sua página de fãs no facebook que já ultrapassou os 3.500 membros.

"Hoje entrei na fuga, mas pela 3.ª vez neste Tour fomos alcançados...
Não basta ter força, a sorte também é importante, mas parece que ela não quer nada comigo. Bem queria que os Portugueses se orgulhassem de mim, mas não dá. Paciência... para o ano há mais.
A boa notícia é que ganhamos por equipas na etapa de hoje, embora na geral se mantenha igual.
Amanhã é um dos meus dias favoritos :) vai saber muito bem um descanso depois da dureza de hoje. Mas vamos treinar pela manhã, o nosso amigo Manuel Vitorino que está aqui, vai treinar connosco.

Boa noite... volto amanhã. :)"


Os portugueses que hoje estiveram na fuga chegaram ao final integrados no pelotão principal com 6m45s para o vencedor da etapa. Rui Costa cortou a meta no 26º lugar e é agora 73º, a 1h57m04s de Alberto Contador. Sérgio Paulinho chegou mais atrás, 53º estando agora a 1h14m38s ocupando o 45º lugar da geral.

Amanhã cumpre-se o segundo e ultimo dia de descanso. Na quinta os ciclistas voltam à carga para uma etapa de 174 quilómetros entre Pau e o Col du Tourmalet.
A dureza da etapa poderá mostrar uma batalha entre Contador e Schlek que tudo fará para recuperar a amarela pois sabe que poderá ser a última oportunidade de o fazer, visto que passado dois dias será disputado um contra relógio onde Contador será o favorito.

19 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 15

Rui Costa com um fã.
(Crédito da foto: Yoan Diaz Rico)

Contador conquista amarela.

Há décima quinta etapa eis que surge o que há muito se previa, Alberto Contador conquista a camisola amarela que era pertença do luxemburguês da Saxo Bank, Andy Schlek.
Quando faltavam apenas três quilómetros para terminar a subida, Schlek testa os seus adversários pela segunda vez e eis que surge o inesperado, a corrente salta-lhe e faz com que seja obrigado a parar numa fase em que era o único da sua equipa presente no grupo.
Alberto Contador, como era de prever, não esperaria pelo seu adversário tendo ido embora com três adversários, Denis Menchov (Rabobank), Samuel Sánchez (Euskaltel – Euskadi). Sanchéz juntou forças com Contador e Menchov, ganhando assim tempo ao luxemburguês que perdera numa primeira fase, a da avaria, cerca de 28 segundos tendo depois recuperado parte desse tempo na descida perdendo a camisola de líder por apenas oito segundos.
Mas Andy Schlek estava decidido a recuperar o tempo perdido, pegou de novo na sua bicicleta e com toda a fúria passou por Lance Arsmstrong e Kloden como se estivessem parados.
Contador cortou a meta no 7º lugar enquanto o luxemburguês acabara por cortar a meta em 12º perdendo 39 segundos para Contador nesta etapa.
O espanhol é o novo líder do Tour com 8 segundos de diferença para o mais novo dos irmãos Schlek.
Com esta luta diária, a batalha por a camisola amarela parece estar longe de terminar.

A vitória da etapa foi para um francês, a quinta que fica em “casa” na presente edição do Tour. Thomas Voeckler (Bbox Bouygyues Telecom) campeão nacional de fundo, atacou na última subida do dia tendo deixado para trás os companheiros de fuga, acabando por pedalar sozinho rumo à vitória.
A participação portuguesa continua a pautar por uma boa participação rumo a Paris. Hoje Sérgio Paulinho (RadioShack) cortou a meta em 50º, a 9m35s do vencedor da etapa. Rui Costa (Caisse D’epargne) foi o 153.º, a 28m49s. Na geral, Paulinho está em 50º, a 1h14m58s de Alberto Contador, enquanto Rui Costa se encontra em 87º, a 1h 57m04s

Rui Costa já falou sobre esta etapa na sua página de fãs no facebook, palavras essas que aqui vos deixo.

“O dia de hoje foi marcado pela troca de líder. Esta troca deu-se porque saltou a corrente da bici ao Andy. Quer gostemos ou não, se fosse com outros corredores, penso que atacariam na mesma. O ciclismo é mesmo assim... é uma competição.
Sinto-me fatigado, mas cheio de vontade de chegar domingo a Paris.
Amanhã é a etapa rainha. O nome diz tudo. Se hoje já doíam as pernas, amanhã vai doer ainda mais. Será mais um dia para fazer alguma selecção e onde os favoritos vão querer ganhar tempo.
Acredito que amanhã se decidirá grande parte deste Tour.
Obrigado pela força :)“


Tal como nos diz Rui Costa, amanhã será a etapa rainha desta edição do Tour. Os ciclistas irão percorrer 199.5 quilómetros, com inicio em Bagnères-de-Luchon terminando em Pau.
Esta etapa terá pelo caminho duas contagens de primeira categoria e dois de categoria especial.
Aguarda-se mais um duelo de titãs entre a Astana e a Saxo Bank que tudo fará para recuperar a camisola amarela.

18 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 14

Rui Costa recebeu a familia para lhe dar apoio.
(crédito da foto: Site da Caisse D'epargne)

Entrada nos Pirenéus com vitória francesa.


A décima quarta etapa do Tour coroou um filho do país, Christophe Riblon (Ag2r La Mondiale) que conclui a primeira incursão pelos Pirenéus com 4h52min43s. Em segundo lugar ficou o homem da Rabo Bank, Denis Menchov logo seguido pelo espanhol da Euskatel-Euskadi, Samuel Sanchez. Esta dupla está em luta por um lugar no pódio final desta prova.
A fuga do dia formou-se por volta do quilómetro 25 por 9 ciclistas, Geraint Thomas (Sky), Dave Zabriskie (Garmin-Transitions), Vaugrenard Benoit (FDJ), Pavel Brutt (Katusha Team), Amaël Moinard (Cofidis), Christophe Riblon AG2R (), Jurgen Van De Walle Etapa (Quick), Pierre Rolland (BBOX Bouygues Telecom) e Stephane Auge (Cofidis). Estes homens não colocavam qualquer perigo para a classificação geral tendo estado a cerca de 10 minutos numa zona de sobe e desce praticamente no inicio da etapa.

Em vez de ser a Saxo Bank a tomar rédeas à corrida para a defesa da camisola amarela, foi a Astana quem tomou a iniciativa de atacar a prova a fim de reduzir a vantagem da fuga. Na Astana quem impôs o ritmo foi Navarro e em seguida seu companheiro de equipa Vinokourov, vencedor da etapa de ontem, impondo um ritmo forte na subida, fazendo com que o pelotão principal se começasse a fragmentar deixando para trás os adversários um a um, entre eles ficara também o texano, Lance Armstrong, isto quando ainda faltava cerca de 35 quilómetros para o final da etapa. A luta entre Contador e Schlek não foi a esperada, tendo o espanhol apenas atacado perto do final mas o luxemburguês não o deixou fugir indo sempre na sua roda até que ambos se deixaram ficar para trás. Schlek e Contador chegaram com 1m08s para o vencedor da etapa, integrados no pelotão principal.
Quem beneficiou com isto foram o segundo e terceiro classificado da etapa, Denis Menchov (Rabo Bank) Samuel Sánchez (Euskaltel – Euskadi ) que arrecadaram 14 segundos para os homens da frente na geral.
A representação portuguesa na etapa de hoje chegou com Sérgio Paulinho (RadioShack) em 74º a 15m14s do francês, Christophe Riblon (Ag2r La Mondiale) e com Rui Costa (Caisse D’Epargne), em 89º a 20m43s.
Na classificação geral Sérgio Paulinho está no lugar 54º a 1h08m24sde Andy Schlek, enquanto que Rui Costa se encontra em 76º a 1h31m36s.
Rui Costa continua assim rumo ao seu objectivo, chegar ao final deste que é o seu segundo Tour da carreira. A página de fãs continua a crescer, passem por lá e deixem o vosso apoio a este jovem.
Amanhã a etapa terá uma extensão de 187.5 quilómetros que levará a caravana desde Pamiers até Bagnères-de-Luchon. Será mais uma etapa com uma subida de categoria especial, 19.3 quilómetros e uma média de 6.1% de inclinação. A etapa terminará 21 quilómetros após o topo desta subida numa descida complicada em que é preciso ter técnica para desenvolver sem perder tempo.

17 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 13

Um sorriso enviado do Tour.
(Foto de: Caisse De'pargne)

Primeira vitória da Astana em etapa, na presente edição do Tour.

Dizem que treze é número de azar, mas nem sempre acontece. Que o diga, o ciclista da Astana, Alexandre Vinokourov, que triunfou hoje na décima terceira etapa do Tour. Vinokourov, foi o mais forte na etapa de 196 quilómetros que começou em Rodez terminando em Revel. Vino, como é tratado por muitos, aproveitou a última subida do dia, situada quase no final, para dar a sapatada final aos seus adversários acabando por vencer dando assim a primeira vitória numa etapa desta edição do Tour à sua equipa, a Astana. A camisola amarela mantém-se no corpo de Andy Schlek (Saxo Bank).

Esta etapa poderia ser boa para os sprinters pois o final era propricio à força destes homens. As equipas que tinham aspirações à vitória da etapa saíram para apanhar uma fuga que rolava há alguns quilómetros constituída por 3 ciclistas.
Após árduo trabalho estes homens foram apanhados perto do inicio da ultima subida do dia.
No inicio da subida Alessandro Ballan (BMC), atacou na tentativa de conseguir a vitória nesta etapa. Mas o ciclista da Astana queria vencer hoje, após o terceiro lugar da etapa de ontem e deixou o grupo onde seguia para trepar rumo à meta, vencendo dando assim a primeira vitória à sua equipa nesta edição do Tour. Vinokourov cortou a meta com 13 segundos para o pelotão principal.

Os portugueses terminaram a etapa com algum tempo de diferença para o vencedor da etapa. Sérgio Paulinho (RadioShack)terminou em 86º, perdendo 1m34s para o vencedor. Rui Costa (Caisse D’Epargne), chegou em 114º, com uma diferença de 4m35s. Na classificação geral Sérgio Paulinho ocupa o lugar 54º a 54m18s e Rui Costa está em 84º a 1h12m01s.

Amanhã a caravana tem pela frente 184.5 kms que ligará Revel a Ax-3 Domaines, parte deles já dentro dos Pirenéus. Prevê-se que seja uma etapa animada por duas equipas, a da Saxo Bank que quer manter a camisola amarela e a Astana, de Contador que tem este mesmo ciclista a apenas 31 segundos do líder da prova.

Tour de França-Etapa nº 12

Rui Costa (à direita), no paralelo do famoso Paris Roubaix.
(Etapa do Tour. Foto de TDWSport.com)


Contador, aguardou a 12ª etapa para mostrar que está presente. 


O espanhol da Astana, Alberto Contador, mostrou hoje que está no Tour com vontade de brilhar. Contador esperou pela 12ª etapa para dizer presente perante os seus rivais, mostrando a garra que o caracteriza. Foi segundo na etapa logo atrás do seu compatriota Joaquín Rodríguez (Katusha).
O espanhol aproveitou a “Subida Laurent Jalabert”, para responder ao ataque do vencedor da etapa, quando faltam dois quilómetros e meio para a meta, deixando para trás os seus rivais. Na meta Rodriguez foi o mais rápido , mas o chefe-de-fila da Astana elevou o seu ego, não tivesse ganho dez segundos ao grupo dos perseguidores onde vinha o camisola amarela, Andy Schlek.

Com este segundo lugar, Alberto Contador colocou alguma pressão sobe Schlek que começa a ver a camisola que enverga em perigo com a chegada dos Pirenéus. Esta demonstração de força do espanhol perante o luxemburguês deixa antever uma “luta” bastante interessante.
Para a Astana não lhe interessa tirar mais tempo à amarela, para já, pois importa que a Saxo Bank continue a trabalhar para manter Schlek a liderar a classificação, enquanto isso vai-se desgastando antes de se entrar na montanha.

Joaquim Rodríguez, tomou a iniciativa na parte mais difícil da etapa, deitando por terra as aspirações do cazaque da Astana, Alexandre Vinokourov, que encabeçava a corrida, depois de ter deixado para trás Vasili Kiriyenka (Caisse D’Epargne), Andreas Klöden (RadioShack) e Ryder Hesjedal (Garmin-Transitions), estes que eram os últimos ciclistas que resistiam ainda de uma fuga constituída por 18 ciclistas, que conseguiram rolar a quatro minutos do pelotão. No final Vinokourov teve um lugar privilegiado para assistir ao duelo espanhol pela vitória na etapa cortando a meta em terceiro lugar a quatro segundos do vencedor.

Com as posições conquistadas por alguns ciclistas, existiu uma reviravolta em todas as classificações, excepto na geral individual e na da juventude, ambas lideradas por Andy Schlek. O francês Anthony Charteau (Bbox Bouygues Telecom) aproveitou a oportunidade de entrar na fuga principal conseguindo conquistar os pontos necessários para voltar a vestir a camisola da montanha. O mesmo caminho seguiu o norueguês Thor Hushovd (Cervélo), que agora veste de verde, líder da regularidade. Nas equipas a equipa de Lance Armstrong e Sérgio Paulinho (Radioshack) passou a liderar a classificação às equipas destinada, tirando da primeira posição a equipa de Rui Costa (Caisse D’Epargne)

Quanto aos portugueses, o primeiro a chegar foi Sérgio Paulinho, 67º a 3m35s dos dois espanhóis. Rui Costa (Caisse D’Epargne) conseguiu sair numa das primeiras fugas do dia, mas essa fuga não teve sucesso, acabando por terminar a etapa em 119.º lugar, a 5m38s. Na classificação geral, Paulinho ocupa o lugar 56, a 52m57s, Costa está em 83.º, a 1h07m39s de Andy Schleck.

Amanhã os sprinetrs não querem perder uma das poucas oportunidades que lhes restam de poder brilhar antes da entrada nos Pirenéus. Mas para vencerem esta 13ª etapa terão de ser capazes de não perder o contacto com os trepadores que terão uma subida de 3ª categoria, a 7.5 quilómetros da chegada instalada em Revel, onde os ciclistas chegarão após a saída de Rodez, 196 quilómetros antes.

16 de julho de 2010

Marca histórica

O meu site deu hoje um paço importante na sua vida atingindo as 11.111 visitas.
Se me perguntassem à uns tempos atrás se seria possível, eu responderia que nem em sonhos. Mas a vida dá muitas voltas, conhecemos novas pessoas, criamos novas amizades que nos vão incentivando e dando carinho para continuar a escrever aqui o que mais gosto e sobre o que mais gosto.
Este numero redondo que hoje atingi é fruto dessas amizades que tudo tem feito para que este site saia do anonimato, conseguiram.
A visitante 11.111 foi uma das pessoas a que me refiro atrás, a Joana. A Joana, tal como eu, é uma fã incondicional de ciclismo e dos irmãos Rui e Mário Costa.
A Joana em conjunto com a Carla, namorada do meu Amigo Rui costa, tem sido das pessoas mais incansáveis que conheço. Sem elas este numero só seria possível daqui a muito tempo, se chega-se a ser.
Esta vitória não é só minha, é também da Joana, da Carla, do Rui que luta diariamente nas estradas de França e que por ele tenho publicado, do Mário que publiquei também recentemente sobre a sua prova, da minha mana Di que tem sido incansável quando preciso de alterar o design do espaço, está sempre disponível para ajudar. Esta vitória é minha, é destes Amigos e de todos, todos mesmo, que aqui passaram e me ajudaram a este número redondo. A todos vós do fundo do coração um muito obrigado.


Mas para este dia ficar mais completo nada melhor que a página de fãs do meu Amigo Rui Costa ter atingido os 3.000 seguidores.
É um numero importante para mostrarmos que em Portugal existe outro desporto. O Rui mereceu este numero e merece muitos mais ainda.
Passem por lá, tornem-se fãs e deixem a vossa mensagem de incentivo.

15 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 11

Rui Costa em fase de hidratação


Vitória “batoteira” de Cavendish
A 11ª etapa do Tour ter um vencedor que já triunfara nesta edição. Foi o britânico  que venceu novamente ao sprint.
Esta vitória foi bastante contestada por algumas equipas, uma vez que viram o colega do britânico Mark Renshaw, a das três cabeçadas no lançador de Tyler Farrar (Garmin-Transitions), Julian Dean, e como se não bastasse ainda tapou passagem a Farrar que se preparava para colocar o britânico em apuros, tudo se passou nos metros finais em plena recta da meta. Esta falta de desportivismo valeu a Mark Renshaw, a expulsão da prova. O luxemburguês, Andy Schleck (Saxo Bank) manteve a camisola amarela, numa tirada que não teve grande história.
Hoje, tal como ontem, o pelotão rolou a baixa velocidade, mas uma vez que o final da corrida era propício aos homens mais “ferozes”, as equipas com sprinters optaram por não deixar a fuga fugir muito. Anthony Geslin (Bbox Bouygues Telecom), Stephane Augé (Cofidis) e Alberto Benítez (Footon-Servetto), foram os primeiros homens a constituir uma fuga, mal a etapa tinha começado, em Sisteron, mas esta fuga tinha o destino traçado e não chegou a bom porto.
A fuga terminou quando faltavam 30 quilómetros para o final, quando as equipas dos sprinters começaram a trabalhar em prol dos seus líderes. A HTC-Columbia foi a equipa que mais trabalhou tendo recolhido, por injustiça, os louros da etapa.
Após a junção dos homens da fuga, nem o calor intenso fez abrandar o ritmo imposto pelos homens da frente . Mas, foi a Saxo Bank quem aproveitou as fortes rajadas de vento para tentar surpreender os seus rivais. Esta mudança de ritmo veio a provocar cortes no pelotão, mas o principal visado, Alberto Contador (Astana) não perdeu a serenidade nem o contacto com o grupo.
Nos últimos metros da etapa, Mark Renshaw resolveu começar à cabeçada aquilo que possivelmente não iria conseguir a pedalar. Com esta atitude, imprópria para o ciclismo, impediu a Garmin-Transitions de lançar o seu sprinter, Tyler Farrar, e ainda impediu a passagem a este. Com esta irregularidade o colega do lançador, Cavendish não teve qualquer dificuldade em sair vencedor desta etapa conquistando assim a terceira vitória em etapas desta edição do Tour. O italiano Alessandro Petacchi (Lampre-Farnese Vini), foi o segundo a cortar a linha de meta destronando o norueguês Thor Hushov (Cervélo) na classificação por pontos. Mesmo tendo sido impedido de lutar pela vitória, Tyler Farrar foi o terceiro.
Quanto aos portugueses, Rui Costa (Caisse D’Epargne) foi o 104.º classificado, tendo obtido o mesmo tempo de Cavendish. Sérgio Paulinho (RadioShack), vencedor da etapa de ontem, perdeu o contacto com o resto do pelotão aquando o ataque da Saxo Bank, perdendo 7m41s para o vencedor. Com esta perda, Paulinho é o 58º classificado da geral a 49m32s de Schlek, enquanto que o Rui se encontra em 80º, a 1h02m37s.

O Rui hoje esteve mais activo na sua página de fãs fruto da etapa ter terminado mais cedo. Mais uma vez mostrou o que tanto o caracteriza, a sua simpatia para com todos que lhe dão força e carinho.
Esta página está perto dos 3.000 membros. Este é a próxima meta a atingir.
O Rui sente-se bastante orgulhoso como nos diz:
“Olá a todos, é bom saber que este grupo tem estado sempre activo e que já tem quase 3 mil membros... Sinto-me orgulhoso de vós todos. Obrigado pelas mensagens todas que me deixam aqui :)

Após esta mensagem que deixou felizes todos os seus seguidores, o Rui deu o feedback desta etapa.
Foi uma etapa bem calma, com pelotão sempre a controlar a fuga com o objectivo da chegada ao sprint, e assim foi.
Tem estado um calor infernal. Atingimos 49ºC, com a média a rondar os 38ºC.
Continuamos líderes da geral por equipas e continuaremos a lutar para que assim se mantenha.
Para amanhã prevê-se que hajam contra-ataques entre os melhores classificados, não impedindo que chegue uma fuga.

Boas noites a todos :) Até amanhã. Obrigado pelo incentivo.”

Amanhã a classificação poderá sofrer alterações significativas, mesmo a amarela pode estar em risco. A etapa terá uma extensão de 210.5 quilómetros que ligarão Bourg-de-Péage a Mende. A principal dificuldade estará a dois quilómetros da meta, onde os ciclistas terão de trepar para o Col de La Croix-Neuve – Subida Laurent Jalabert.
Será uma subida curta, terá 3 quilómetros, mas com um pendente de 10.1% de inclinação média. O espanhol da Astana, Alberto Contador, já brilhou passando por esta subida no famoso Paris-Nice, em 2007 e 2010. Amanhã se verá se irá atacar ou se mantém como até aqui, à defesa.


14 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 10

Rui Costa, Sérgio Paulinho e Manuel Cardoso. O trio português que iniciou Tour.

Sérgio Paulinho, o quarto português a vencer uma etapa no Tour.


A décima etapa realizada no dia de França fica marcada pela vitória do português Sérgio Paulinho (RadioShack). Sérgio venceu ao sprint, por menos de meia roda, ao bielorrusso Vasili Kiriyenka (Caisse D’Epargne). Os dois corredores foram os resistentes da fuga que se iniciou ao quilómetro 30 de uma extensão total de179 quilómetros. Os intervenientes na fuga ficaram para trás a cerca de 15 quilómetros do final, após uma sucessão de ataques aos quais só Paulinho e Kiriyenka ficassem a liderar a corrida. A sabedoria e experiencia de Paulinho fez com que entregasse a condução da corrida ao seu adversário no ultimo quilómetro da etapa, atacando somente a 250 metros da meta.
Com esta vitória, Sérgio Paulinho, é o quarto português a vencer uma etapa desta importante prova. O último tinha sido Acácio da Silva no ano de 1989, vestindo a camisola amarela.
Após a etapa de montanha, o pelotão decidiu respeitar o feriado do Dia Nacional de França e não atacou. Assim, Andy Schleck (Saxo Bank) manteve a camisola de líder da prova sem esforço para a defender. Foram seis os homens que tiveram uma oportunidade dada pelo pelotão para poderem brilhar. Numa primeira fase, Mario Aerts (Omega Pharma-Lotto) , Dries Devenyns (QuickStep), Sérgio Paulinho e Vasili Kiriyenka foram os primeiros a saltar para fuga que veio a decidir o vencedor do dia. Mas estes homens mais tarde, por volta do quilómetro 50, tiveram a companhia de um grupo que saiu no seu encalço, Maxime Bouet (Ag2r La Mondiale) e de Pierre Rolland (Bbox Bouygues Telecom).

Estes homens entenderam-se muito bem e passaram juntos nas três contagens de montanha que compunham a etapa de hoje. Com a meta a chegar foi preciso seleccionar quem continuaria. Foi então que a 15 quilómetros do final se sucedem os ataques. O primeiro a tentar a sorte foi Aerts, seguindo-se de Devenyns. A estes dois respondeu Kiriyenka, mas Paulinho não perdia a sua roda. Tentando ver até onde ia o esforço do  bielorrusso, o português decidiu atacar a 13,9 quilómetros. Mas neste ataque o ciclista da Caisse D’Epargn conseguiu responder, formando-se assim o duo que iria até final junto.

No sprint final quem levou a melhor foi o português, esta vitória poderia ter sido perdida mesmo em cima da linha de meta. Sérgio olhou para o lado e desacelerou pensando, talvez, que o bielorrusso estivesse mais longe.
Sérgio Paulinho é um dos ciclistas mais respeitados no pelotão internacional, mas tem abdicado de sucessos individuais sempre em prol dos seus chefes-de-fila. O português junta a vitória de hoje a duas outras também importantes na sua carreira, a medalha de prata na prova de fundo dos jogos olímpicos em Atenas 2004 e a vitória na décima etapa da volta a Espanha. Uma curiosidade, o Sérgio vence por duas vezes as décima etapa em provas importantes.

Rui Costa (Caisse D’Epargne) chegou integrado num segundo pelotão, onde vinha também o Texano da RadioShack, Lance Armstrong, a 15m47s do vencedor da etapa. Na geral Sérgio Paulinho (RadioShack), ocupa agora a 54.ª posição, a 41m51s de Andy Schleck, o líder da prova. Rui Costa é o 83.º, a 1h02m11s.

O Rui já deu o seu feedback na página de fãs. Esta página continua a crescer no número de seguidores deste jovem atleta. Deixo aqui o apelo para aderirem também para mostrar ao mundo que temos orgulho no nosso Campeão.

“Antes de mais PARABÉNS ao Sérgio pelo feito de hoje. Fico muito feliz por esta vitória que em certa parte é portuguesa.
Quando me informaram pelo rádio que o Sérgio tinha atacado com o meu colega fiquei feliz, pois ganhasse um ou outro seria bom para mim. O destino quis que fosse o português e eu fiquei radiante por ele.

Amanhã os sprinters vão querer ganhar a etapa, portanto, se nada em contrário acontecer será uma chegada em pelotão.

Obrigado pela força, Parabéns ao Sérgio :) Boa noite.”

Amanhã será uma etapa ao jeito dos sprinters, desde que as suas equipas tomem conta da corrida. Amanhã a etapa terá uma extensão de 184.5 quilómetros que ligará Sisteron a Bourg-les-Valence e será maioritariamente plana. Sendo uma etapa com estas características, resta aos sprinters que as suas equipas trabalhem anulando alguma fuga que possa surgir, deixando para os metros finais os seus homens mais rápidos actuar.

Mário Costa tem página de Fãs

Mário Costa

Mário Costa, tem a partir de hoje uma página de Fãs no Facebook.
A ideia surge de dois dos seus Amigos, eu e a Joana, que em conversa nos questionamos em criar uma página para o MC.
Da ideia à sua criação foi um pequeno passo, perguntamos a opinião ao Mário que ficou admirado mas contente por ter uma página de fãs, coisa que nunca imaginou ter. 
Esta página que ainda é bébé já conta com mais de 100 membros em menos de 24 horas. Esperamos que este numero continue a crescer pois o Mário merece o apoio de todos nós.
Passem por lá, adicionem a página e deixem as vossas mensagens a este Jovem atleta que tem muito para dar ao ciclismo.


13 de julho de 2010

Tour de França-Etapa nº 9

Apoio ao Rui Costa que estará nos Pirenéus à sua espera.


Andy Schleck (Saxo Bank) é o novo líder.
O mais novo dos irmãos Schlek vestiu hoje, pela primeira vez na sua vida, a camisola amarela do Tour. O luxemburguês juntou-se ao espanhol, Alberto Contador, entendendo-se bem na zona mais dura desta que foi a nona etapa.
Ambos aproveitaram a dureza da subida ao col de la Madeleine para deixarem todos os seus rivais em dificuldades, impondo assim o ritmo à corrida.
 Mas, nenhum venceu a etapa deixando esta para francês Sandy Casar (FDJ) após ter integrado a fuga do dia.
O líder e colega de equipa de Rui Costa, o espanhol Luis León Sánchez ( Caisse d’Epargne) foi segundo classificado mantendo assim os objectivos da equipa.

Os longos e difíceis 26 quilómetros de subida para La Madeleine, foram decisivos para a mexida na classificação. Com uma fuga já iniciada e com o pelotão num ritmo moderado, começam a ver-se alguns favoritos a perder o pelotão. Caso de Carlos Sastre (Cervélo) e do camisola amarela, Cadel Evans (BMC). A Astana ao ver que alguns favoritos passavam por dificuldades decidiu mexer na corrida. Paolo Tiralongo e Daniel Navarro assomiram o comando do pelotão acelerando deixando ainda mais ciclistas em apuros.

Quando se aproximava o final da dura subida, já só três dos principais favoritos seguiam na perseguição ao grupo dos fugitivos. Andy Schleck, Alberto Contador e Samuel Sánchez (Euskaltel-Euskadi). Com um ritmo elevado o campeão olímpico cedeu às mudanças de velocidade constantes de Schleck que tudo fez para fugir aos dois ciclistas que o acompanhavam. Mas Contador estava melhor que na etapa anterior, respondendo sempre da melhor maneira aos ataques do luxemburguês que envergava a camisola branca, líder da juventude. A faltarem apenas 38 quilómetros para o final, A dupla de fugitivos Schlek e Contador entendem-se muito bem e começam a puxar à vez, na tentativa de anular a fuga que ia à sua frente. Na tentativa de anular a fuga tiveram a ajuda de um colega de equipa de Schlek, Jens Voigt (Saxo Bank), que tinha perdido o contacto com a fuga onde ia inserido.

Enquanto esta dupla aumentava a diferença para os perseguidores, já só tinham quatro ciclistas à sua frente que restavam de um grupo composto por onze ciclistas.
A frente da corrida era composta por, Luis León Sánchez (Caisse D’Epargne), Damiano Cunego (Lampre-Farnese Vini), Anthony Charteau (Bbox Bouygues Telecom) e Sandy Casar. Estes ciclistas não levaram a fuga até final, pois a cerca de um quilómetro do final foram alcançados por falta de entendimento entre si. A fuga foi anulada por o trio que rolava junto à alguns quilómetros, Schleck, Contador e Christophe Moreau (Caisse D’Epargne).

Após o termino da etapa foi hora de fazer contas aos lucros do trabalho tido por Contador e Schlek. Na geral, o luxemburguês passou a líder enquanto que Contador se encontra a 41 segundos na segunda posição. Este entendimento entre os dois fez com que os principais candidatos perdessem muito tempo na geral.
Apenas dois ciclistas considerados concorrentes directos dos principais favoritos estão neste momento a menos de três minutos de Andy Schleck. São eles,  Samuel Sánchez, terceiro, a 2m45s, e Denis Menchov (Rabobank), quarto, a 2m58s.
Os ciclistas que estão no top tem ainda podem sonhar com a chegada à camisola mais ambicionada da prova, a amarela. O antigo líder da prova, o australiano Cadel Evans perdeu mais de oito minutos. Evans correu hoje com o seu cotovelo fracturado consequente de uma queda na oitava etapa da prova.

Os dois portugueses tiveram prestações distintas, Sérgio Paulinho (RadioShack) o mais experiente dos dois recorreu mais uma vez à experiencia que tem nesta prova. Terminou a etapa em 56.º a 15m17s do vencedor, passando para a 77.ª posição da geral, a 56m10s. Rui Costa (Caisse D’Epargne) continua a defender os interesses da sua equipa, terminando a etapa em 110.º a 25m56s, e o 82.º da geral, a 1h00m43s.
Recordo que este é o segundo Tour do Rui e que o ano passado foi obrigado a desistir após queda. Este ano o Rui está no Tour com o objectivo de ajudar o seu líder, Leon Sanchez e terminar esta dura prova velocipédica.

O Rui já deu o seu feedback na página de fãs. Esta página continua a crescer no número de seguidores deste jovem atleta. Deixo aqui o apelo para aderirem também para mostrar ao mundo que temos orgulho no nosso Campeão.

“Hoje foi um dia bom para a nossa equipa. Estamos a concretizar os objectivos que tínhamos alinhado à partida para este Tour, especialmente ao trazer o Luís Leon Sanchez ao Top10. Fomos a única equipa a conseguir ter 3 homens hoje na fuga, o que no final nos ajudou a vencer a liderança por equipas.
Amanhã a etapa não é tão dura mas a montanha ainda está presente. Mas cá estaremos com vontade de enfrentá-la. Vamos lutar para manter o Sanchez entre os melhores e manter também a liderança por equipas.
Agradeço a força sempre presente dos membros deste grupo... Vocês são incansáveis... Gostava de ser como vocês. hehehe :D”

Amanhã o pelotão irá percorrer 179 quilómetros que liga Chambéry a Gap, mantendo os ciclistas na rota das dificuldades. Depois da etapa de hoje, bem desgastante, espera-se que ciclistas sem aspirações à classificação final saltem do pelotão para passar publicidade e somar pontos para a montanha e, quem sabe, discutir a vitória na etapa. Amanhã será o dia nacional de França esperando-se assim que os ciclistas franceses tudo façam para vencer.

12 de julho de 2010

Tour de França-Dia de descanso

A felicidade estampada na cara de Rui Costa. Seus fãs querem-no ver sempre assim durante a caminhada da sua vida.
(Foto de Carina Sousa)

Hoje foi o merecido dia de descanso para a caravana do Tour. Este dia veio mesmo a calhar pois esta primeira semana foi de "loucos".
As quedas foram muitas, o que levou a muitas desistências. O calor foi uma constante, tirando o prólogo.
Além de este Tour estar a mostrar que cada vez mais o ciclismo é uma modalidade de defesa e não de ataque. Prova disso está nos principais ciclistas ao pódio final se estarem a guardar para etapas futuras.
Mas dia de descanso não significa dia de paragem a 100%. A equipa do meu Amigo Rui Costa foi uma das que não parou.
O Rui acaba de dar essa informação na sua página de fãs que aqui transcrevo.

"Fomos treinar de manhã, por volta das 11h30. Fizemos cerca de 1h30 de treino e paramos a meio para beber uma Cola e descontrair. Tivemos a companhia de alguns adeptos da equipa que nos acompanharam durante todo o treino.
Foi um dia para repor energias. Foi o dia em que tive melhores sensações :D haha.
Amanhã, apesar de não ser chegada ao alto, será das 3 mais difíceis do Tour. O Col de la Madeleine vai ser fatal...
Tenham uma noite agradável e obrigado pelas mensagens de força que aqui me têm deixado... :)"


Esta página tem tido um cresceste de fãs diáriamente. É bom ver o numero crescer.
Se podíamos viver sem a página de fãs do Rui Costa? Poder podíamos mas não era a mesma coisa.

5º Aniversário Cagaréus Bike Team

 Com o meu Amigo Carlos Portela junto à ria.

Os meus Amigos Cagaréus festejaram ontem o seu quinto aniversário. Para festejar este dia organizaram um passeio até São Jacinto. este passeio foi inserido pela câmara de Aveiro na semana da mobilidade.
Foram 65 os amantes das duas rodas que responderam afirmativo ao convite. Desde os mais jovens até aos menos jovens todos se divertiram, não fosse esse o objectivo.
O passeio passou por alguns locais bem bonitos da cidade.
Como só existem duas opções de Aveiro para São Jacinto, estrada ou ferry, foi decidido que a travessia seria por ferry. Sinceramente adorei pois à muito que não passava de barco, a ultima vez que passei ainda foi nas antigas carreiras que só levavam pessoas, bikes e uma ou outra motorizada. Actualmente este ferry passa também automóveis.
O passeio saiu do Rossio, passando depois por a marginal do canal, porto de pesca longínquo, jardim Oudinot e claro está o trajecto foi quase sempre junto à bonita ria de Aveiro.
Após a chegada a São Jacinto fomos até à praia, contornamos a reserva e após esta volta almoçamos regressando depois a Aveiro.
Sem duvida que foi um bonito passeio onde a boa disposição foi palavra de ordem.
Aos meus Amigos Cagaréus quero desejar muitas felicidades e que venham mais passeios assim.

11 de julho de 2010

Troféu Joaquim Agostinho- 4ª etapa


Mário Costa. Fuerza, dedicación e potenzia.
(Foto de Manuel Vitorino)
Cândido Barbosa vence 3 das 5 etapas da prova e é vencedor à geral.

Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) confirmou hoje a vitória na 33ª edição do Troféu Joaquim Agostinho, demonstrando mais uma vez a sua força, sendo o mais forte no final da 4ª e última etapa no conhecido circuito de Torres Vedras. O ciclista com mais vitórias do ciclismo luso, conclui com êxito o trabalho que toda a sua equipa fez saindo sempre para anular as várias fugas que foram sendo feitas ao longo da etapa.
No sprint final, Cândido não teve dificuldade para mais uma vez erguer os braços deixando para trás Michel Koch (LKT Brandenburg) e de Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), segundo e terceiro classificados.

A vitória de hoje nesta corrida é a décima da temporada para Cândido, preenchendo assim um dos raros vazios do seu palmarés do “foguete da Rebordosa”, que nunca tinha conseguido vencer este troféu na sua carreira.

Para saborear esta vitória, Cândido muito deve a seus colegas de equipa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) que tudo fizeram durante a etapa para que nenhuma das fugas pudesse vingar neste circuito final. Entre os fugitivos, estiveram vários ciclistas que  no inicio da etapa estavam no top dez, entre eles : David Bernabéu (Barbot-Siper), Vítor Rodrigues (Caja Rural), Sergey Chernetsky (Selecção da Rússia) e Miguel Rubiano (Meridiana-Karmen). Nenhum deles pôde sonhar com a conquista da amarela e consecutiva vitória na prova, pois a equipa do líder não deu a menor hipótese para que tal fosse conseguido.

O meu Amigo Mário Costa terminou esta prova no 65º lugar da geral. Agora o Mário irá preparar a volta a Portugal onde irá dar o seu melhor, como tem feito em todas as provas que tem feito.
O Mário já deu o seu feedback da etapa onde me disse:
" A etapa foi muito desgastante, o ritmo foi muito alto e passar 10 vezes pela serra da vila não é nada fácil e vê-se isso pelos desistentes da prova... A ultima etapa foi onde me senti  melhor. Agora vou trabalhar mais para me sentir bem na volta."

Nas restantes classificações, Cândido Barbosa venceu também a camisola dos pontos. José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis) foi o rei da montanha, Vítor Carvalho (ASC/Vitória/RTL) arrecadou a camisola das metas volantes enquanto que Bruno Silva (Aluvia/Valongo) não teve dificuldade ao vencer a classificação geral de Sub-23 e a camisola da juventude.
 

Tour de França-Etapa nº 8

Rui Costa teve a visita de uma Amiga no inicio da etapa.
(Foto retirada da página de fãs do Rui. Obrigado Carina)


Andy Schlek vence a sua primeira etapa do Tour.


Andy Schleck (Saxo Bank) foi hoje o vencedor da oitava etapa do Tour de França, primeira com final em alto. Andy venceu ao sprint perante o actual Campeão Olimpico, o espanhol Samuel Sánchez (Euskaltel-Euskadi), único homem que foi com o luxemburguês nos últimos metros. O campeão do mundo em título, o australiano Cadel Evans (BMC), terminou a etapa com dez segundos de diferença para o vencedor. Estes dez segundos permitem ao ciclista australiano trocar a sua camisola de campeão do mundo pela mais a apetecida da prova francesa, a camisola amarela.
Esta etapa fica marcada pela despedida da vitória final de Lance Armstrong (RadioShack), que perdeu 11m45s para o vencedor.
A etapa de hoje disputada entre Station des Rousses e Morzine-Avoriaz, teve uma extensão de 189 quilómetros que deram para medir força entre os principais candidatos.
A Astana mostrou que consegue controlar o pelotão neste tipo de terreno, mas o seu chefe-de-fila  não deveria estar nos seus melhores dias pois não atacou no final da subida como nos tem habituado.
Andy Schleck reforçou o estatuto de candidato, mantendo cada vez mais sua a camisola brana de líder da juventude. Cadel Evans, o actual campeão do mundo mostrou que tem uma palavra a dizer no que diz respeito à vitória final. Mas será que Evans tem equipa para o levar de amarelo até aos Campos Elísios? Em breve veremos.
O grande derrotado do dia foi sem dúvida alguma Lance Armstrong (RadioShack), que perdeu 11m45s nesta etapa e foi o pior dos favoritos. O vencedor de sete voltas a França tem como atenuante o facto de ter caído ainda antes de chegar à montanha e depois ter de gastar bastante energia com os seus gregários, para recolar ao pelotão.
A etapa começa a decidir-se na subida situada a cerca de 45 quilómetros da meta, a subida do Col de la Ramaz. A equipa do vencedor da edição passada, Alberto Contador, colocou o ritmo no pelotão, um ritmo forte que vários ciclistas ficaram para trás, entre eles um dos favoritos à vitória final, Lance Armstrong e quatro colegas de equipa. A dois quilómetros da meta, o colega de equipa de Contador, Daniel Navarro, abriu para que o espanhol ficasse com caminho livre rumo à vitória.
Quando todos esperavam a normal exibição de Contador, este não o fez. Como não o fez,  já dentro do ultimo quilómetro dois ciclistas aproveitaram para discutir a etapa entre si, Schleck e Sánchez, levando a melhor Schleck  que assim se estreou a vencer no Tour.

O autraliano, Cadel Evans, fez uma etapa sempre regular e discreto, passando assim a ser líder da prova com vinte segundos para Andy Schleck. Em terceiro está Alberto Contador, um dos favoritos à vitória final, a 1m01s, em quarto está o belga, Jurgen van den Broeck (Omega Pharma-Lotto), e em quinto Denis Menchov, a 1nm10s.
Os portugueses não se deram muito bem com a montanha, ou terá sido estratégia uma vez que ambos estão a trabalhar para os seus líderes? Segredo de equipa, depois se verá.
Sérgio Paulinho (RadioShack) foi o 103.º daetapa, a 21m32s, mesmo tempo a que ficou Rui Costa (Caisse D’Epargne), 105º. Na geral, Costa é 74.º, a 35m09s, e Paulinho está em 84.º, a 41m15s.

Rui Costa já falou aos seus fãs sobre a etapa de hoje. O Rui está a trabalhar para o seu líder daí a sua posição na geral. A página de fãs do Rui chegou hoje ao magnífico número de 2.500 fãs. Se ainda não se registaram passem por lá e deixem a vossa mensagem de apoio a este jovem que tão bem representa o nosso país por as estradas do mundo.

“A nossa equipa esteve muito bem. Estavamos presentes em todas as fugas, sempre com 1 ou 2 elementos. O nosso objectivo era ter um homem na fuga do dia e conseguimos.

Tenho pena por o que aconteceu ao Armstrong, meu ídolo, até porque daqui para a frente o Tour vai perder algum entusiasmo.
Chegou a melhor parte da Volta a França: O DESCANSO!
Amanhã sim, podem apostar em mim para a vitória lolol. :D
Boa noite a todos :) OBRIGADO pelo vosso incansável apoio.”

Amanhã cumpre-se o primeiro dia de descanso. Os ciclistas voltam à estrada na terça feira para cumprirem 204.5 quilómetros, entre Morzine-Avoriaz e Saint-Jean-de-Maurienne.

Será uma etapa com muita montanha mas que não terminará em alto, onde a classificação da montanha será um objectivo para os trepadores. Esta etapa terá uma contagem de quarta categoria, duas de primeira e uma de categoria especial que poderá assustar os ciclistas que não são trepadores.

A subida mais complicada será o conhecido Col de La Madeleine, que tem 25.5 quilómetros e uma inclinação média a rondar os 6.2%.
A chegada estará instalada a 32 quilómetros do cume, e esta subida poderá colocar travão a alguma fuga.